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Papel de escritório
No Brasil, a disponibilidade de aparas de papel é grande. Mesmo
assim, as indústrias precisam periodicamente fazer importações
de aparas para abastecer o mercado. Quando há escassez da celulose
e o conseqüente aumento dos preços do reciclado, as indústrias
recorrem à importação de aparas em busca de melhores
preços. No entanto, quando há maior oferta de celulose
no mercado, a demanda por aparas diminui, abalando fortemente a estrutura
de coleta, que só volta a se normalizar vagarosamente. No Brasil,
há pouco incentivo para a reciclagem de papel.
Nos Estados Unidos, mais da metade do papel de escritório coletado
pelas campanhas de reciclagem é exportada. É crescente
o número de indústrias americanas que reutilizam papel
de escritório como matéria-prima, barateando o custo
da produção. Em muitos casos, porém, o custo da
fabricação de papel reciclado pode ser maior do que a
produção a partir da celulose virgem. O maior mercado é o
de embalagens.
Quanto é reciclado?
35% do papel que circulou no País em 2003 retornou à produção
através da reciclagem. Esse índice corresponde à
1 milhão de toneladas.
A maior parte do papel destinado à reciclagem, cerca de 86%, é
gerado por atividades comerciais e industriais.
No Brasil, existem 22 categorias de aparas - o nome genérico
dado aos resíduos de papel, industriais ou domésticos
- classificados pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas de
São Paulo e pela Associação Nacional dos Fabricantes
de Papel e Celulose.As aparas mais nobres são as "brancas
de primeira", que não têm impressão ou qualquer
tipo de revestimento. As aparas mistas são formadas pela mistura
de vários tipos de papéis. No Brasil as indústrias
consumiram 2,8 milhões de toneladas de papel reciclado.
A intensidade do processo de reciclagem de papel é acentuadamente
diferente, de acordo com as regiões brasileiras onde se realiza.
Nas regiões Sul e Sudeste, onde se concentram as principais
indústrias do País, as taxas de recuperação
são altas, da ordem de 64% e 44%, respectivamente; e nas demais
regiões, de 16%.
Conhecendo o material
Papel de escritório é o nome genérico dado a
uma variedade de produtos usados em escritórios, incluindo papéis
de carta, blocos de anotações, copiadoras, impressoras,
revistas e folhetos. A qualidade é medida pelas características
de suas fibras. Papéis de carta e de copiadoras são normalmente
brancos, mas podem ter várias cores. A maioria dos papéis
de escritório é fabricada a partir de processos químicos
que tratam a polpa da celulose, retirada das árvores. Entretanto,
papel jornal é feito com menos celulose e mais fibras de madeira,
obtidas na primeira etapa da fabricação do papel, e por
isso é de menor qualidade.
No Brasil, o consumo de papel gira em torno de 7 milhões de
toneladas por ano.
Qual o seu peso no lixo?
Em São Paulo, o papel e papelão corresponderam a 11%
do peso do lixo urbano em 2003. Nos Estados Unidos, o papel de escritório
constitui 3,3% do lixo.
Sua história
A reciclagem de papel é antiga. Ao longo dos anos, o material
mostrou ser fonte acessível de matéria-prima limpa. Com
a conscientização ambiental, para a redução
da quantidade de lixo despejado em aterros e lixões a céu
aberto, os sistemas de reciclagem de papel evoluíram. As campanhas
de coleta seletiva se multiplicaram e aumentou a ação
dos catadores nas ruas, que têm no papel usado uma fonte de sustento.
E as limitações ?
Diversidades de Classes de Papel
O lixo derivado do papel de escritório é formado por
diferentes tipos de papéis, forçando os programas de
reciclagem a priorizar a coleta de algumas categorias mais valiosas,
como o papel branco de computador. Embora tenha menor valor, os papéis
mesclados, contendo diferentes fibras e cores, são também
coletados para reciclagem. Os papéis para fins sanitários
(toalhas e higiênicos) não são encaminhados para
reciclagem. O mesmo ocorre com papéis vegetais, parafinados,
carbono, plastificados e metalizados.
Rígidas Especificações da Matéria-prima
O produto com maior valor no mercado é aquele que segue rígida
especificação de matéria-prima. Eles excluem ou
limitam a presença de fibra de madeira e papel colorido. Não
podem conter metais, vidros, cordas, pedras, areia, clips, elástico
e outros materiais que dificultam o reprocessamento do papel usado.
Mas as tecnologias de limpeza do papel para reciclagem estão
minimizando o impacto dessas impurezas. A umidade do papel não
pode ser muito alta.
É importante saber...
Redução da Fonte de Geração
É difícil reduzir a quantidade gerada como resíduo.
Os papéis destinados à impressão teoricamente
podem perder peso. As iniciativas para reduzir a geração
de papel priorizam a cópia em ambos os lados, além de
diminuir o tamanho das folhas. A automação dos escritórios
e a desburocratização favorecem a redução
da quantidade de papéis.
Compostagem
É relativamente fácil de ser decomposto, caso seja picotado
de forma adequada, e, misturado a outros resíduos, torna-se
fonte de nitrogênio aos microorganismos.
Incineração
É facilmente inflamável, gerando 7.200 BTUs por quilo,
comparado aos 4.500 BTUs obtidos por quilo de lixo urbano como um todo.
Papéis confidenciais, cédulas retiradas do mercado e
arquivo morto ainda são incinerados, mas poderiam ser picotados
para a reciclagem ou compostagem.
Aterro
O papel se degrada lentamente em aterros quando não há
contato suficiente com ar e água. Nos Estados Unidos, foram
encontrados em aterros jornais da década de 50, ainda em condições
de serem lidos.
O ciclo da reciclagem
Voltando às Origens
O papel é separado do lixo e vendido para sucateiros que enviam
o material para depósitos. Ali, o papel é enfardado em
prensas e depois encaminhado aos aparistas, que classificam as aparas
e revendem para as fábricas de papel como matéria-prima.
Ao chegar
à fábrica, o papel entra em uma espécie de grande
liquidificador, chamado "Hidrapulper", que tem a forma de
um tanque cilíndrico e um rotor giratório ao fundo. O
equipamento desagrega o papel, misturado com água, formando
uma pasta de celulose. Uma peneira abaixo do rotor deixa passar impurezas,
como fibras, pedaços de papel não desagregado, arames
e plástico. Em seguida, são aplicados compostos químicos
- água e soda cáustica - para retirar tintas. Uma depuração
mais fina, feita pelo equipamento "Centre-cleaners", separa
as areias existentes na pasta. Discos refinadores abrem um pouco mais
as fibras de celulose, melhorando a ligação entre elas.
Finalmente, a pasta é branqueada com compostos de cloro ou peróxido,
seguindo para as máquinas de fabricar papel.
Papel ondulado
As caixas feitas em papel ondulado são facilmente
recicláveis, consumidas principalmente pelas indústrias
de embalagens, responsáveis pela utilização de
64,5% das aparas recicladas no Brasil. Em 2002, 37,37% das aparas
foram consumidas para fabricação de alimentos e 15,33(18,25)%
destinados a chapas de papel ondulado. O papel ondulado é o
material que atualmente mais usa material reciclado no País.
No Brasil, os índices de produção
de aparas de papel por estados são: Amazonas (26,7 mil toneladas),
Bahia (291,2 mil toneladas), Minas Gerais (369 mil toneladas), Paraíba
(6 mil toneladas), Rio de Janeiro (189 mil toneladas), Rio Grande
do Sul (178 mil toneladas) e São Paulo (3,5 milhão toneladas).
No mundo, os Estados Unidos são os que mais consomem aparas,
somando 23,2 milhões de toneladas. O Brasil participa com 1,5%
do mercado mundial de aparas.
O papel ondulado é classificado em três
categorias, conforme sua resistência e teor de mistura com outros
tipos de papel.(Para maiores informações consultar a
publicação
"O Sucateiro e a Coleta Seletiva, Cempre,2000).
Quanto é reciclado?
77,3% do volume total de papel ondulado consumido no
Brasil
é reciclado. Nos EUA a recuperação de embalagens
de Papelão Ondulado atingiu em 2002 73,9%, com 23.165 mil toneladas
de aparas recuperadas.
No mercado americano, as caixas onduladas têm
21% de sua composição proveniente de papel reciclado.
Muitas caixas têm coloração marrom em suas camadas.
Algumas, contudo, usam uma camada branca, conhecida como "mottled
white", composta por papel branco de escritório reciclado.
Valor
O valor do papel ondulado varia muito conforme a região
e o preparo do material após a separação do lixo.
Muitos países estimulam a reciclagem do papel,
incentivando a instalação de usinas depuradoras capazes
de iniciar o processamento e fornecer fardos de celulose secundária
para serem usados em qualquer fábrica de papel, sem que estas
necessitem de equipamentos para preparação da polpa
de aparas.
O material é de fácil coleta em grandes
volumes comerciais, sendo facilmente identificadas quando misturadas
com outros tipos de papel. Por isso seu custo de processamento é relativamente
baixo.
Conhecendo o material
O papel ondulado, também conhecido como corrugado,
é usado basicamente em caixas para transporte de produtos para
fábricas, depósitos, escritórios e residências.
Normalmente chamado de papelão, embora o termo não seja
tecnicamente correto, este material tem uma camada intermediária
de papel entre suas partes exteriores, disposta em ondulações,
na forma de uma sanfona.
O Brasil tem reciclado 1.95 milhão de toneladas
de papel ondulado por ano. A produção nacional de papel
ondulado em 2002 foi de 2,1 milhão de toneladas por ano.
Qual o seu peso no lixo?
Em São Paulo, o papel e o papelão - incluindo
o papel ondulado - corresponde a 18.8% do lixo.
Sua história
A reciclagem de fibras secundárias é tão
antiga quanto a própria descoberta do papel, no ano 105 d.C..
Desde aquela época, papéis usados podem ser reconvertidos
em polpa para gerar produtos de qualidade menos refinada, como os
miolos das caixas de papelão, cartões e papéis
de embalagens. Há
muito tempo as caixas onduladas são recicladas pelos grandes
produtores de embalagens. Essa demanda produziu volume suficiente
de papel para justificar o investimento em equipamentos para preparar
o material a ser negociado com sucateiros.
Na medida em que o interesse pela reciclagem aumentou,
cresceu também a quantidade de caixas feitas com material reciclado
- uma tonelada de aparas pode evitar o corte de 10 a 12 árvores
provenientes de plantações comerciais reflorestadas.
A fabricação de papel com uso de aparas
gasta 10 a 50 vezes menos água que no processo tradicional
que usa celulose virgem, além de reduzir o consumo de energia
pela metade.
E as limitações ?
Contaminação
Os produtos que contaminam o papel ondulado são
cera, plástico, manchas de óleo, terra, pedaços
de madeira, barbantes, cordas, metais, vidros, entre outros. Fator
igualmente limitante
é a mistura com a chamada caixa ondulada amarela, composta
por fibras recicladas que perderam a resistência original. Materiais
contaminantes não podem exceder 1% do volume e a perda total
no reprocessamento não deve passar de 5%. A umidade em excesso
altera as condições do papel, dificultando sua reciclagem.
Rígidas Especificações da Matéria-prima
As tintas usadas na fabricação do papelão
podem inviabilizar tecnicamente sua reciclagem. O mesmo ocorre se
o papel ondulado tiver recebido tratamento anti-umidificação
com resinas insolúveis em água. O rendimento do processo
de reciclagem depende do pré-processamento do material - seleção,
limpeza, prensagem - realizado pelo aparista.
É importante saber...
Redução da Fonte de Geração
As caixas de papel ondulado normalmente têm pouco
peso. Nos últimos anos, obteve-se redução de
peso entre 10 e 15%. A necessidade de testes de compressão,
empilhamento e ruptura para garantir a resistência do material,
limitam sua capacidade de redução do peso. O uso de
fibras recicladas em maior quantidade pode aumentar o peso da caixa
de papel ondulado, tornando-a mais resistente.
Compostagem
O papel ondulado, se cortado de forma correta, é
decomposto com facilidade. Misturado a outros resíduos torna-se
fonte de nitrogênio aos microorganismos.
Incineração
O material é facilmente combustível, com
poder calorífico de 7.047 BTUs por quilo, comparado com os
4.500 BTUs do lixo urbano como um todo.
Aterro
O material degrada-se muito lentamente em aterros.
Voltando às Origens
Encaminhado pelos aparistas às indústrias
papeleiras, o material é desagregado no "hidrapulper",
uma espécie de liquidificador gigante que separa as fibras,
transformando-as em uma mistura homogênea. Em seguida, por meio
de peneiras, retira-se as impurezas, como fitas adesivas e metais.No
caso do papel ondulado, ao contrário do papel de escritório,
não é
preciso aplicar técnicas de limpeza fina, retirada de tintas,
branqueamento do material e lavagens especiais.
Com as fibras de melhor qualidade faz-se a capa de papel
que é colocada na superfície externa da caixa de papelão.
As de qualidade inferior são usadas na fabricação
do forro, que reveste a parte interior. E as de pior qualidade servem
para produzir o miolo ondulado, por meio de uma máquina que
se chama "corrugadeira".
Plástico filme
Os principais consumidores de plástico filme separado do lixo
são as empresas recicladoras, que reprocessam o material, fazendo-o
voltar como matéria-prima para a fabricação de
artefatos plásticos, como conduítes e sacos de lixo. É possível
economizar até 50% de energia com o uso de plástico
reciclado.
No Brasil, o maior mercado é o da reciclagem primária,
que consiste na regeneração de um único tipo
de resina separadamente. Este tipo de reciclagem absorve 5% do plástico
consumido no País e é geralmente associada à produção
industrial (pré-consumo). Um mercado crescente é o da
chamada reciclagem secundária: o processamento de polímeros,
misturados ou não, entre os mais de 40 existentes no mercado.
Novas tecnologias já estão disponíveis para possibilitar
o uso simultâneo de diferentes resíduos plásticos,
sem que haja incompatibilidade entre elas e a conseqüente perda
de resistência e qualidade. A chamada "madeira plástica",
feita com a mistura de vários plásticos reciclados, é um
exemplo. Já
a reciclagem terciária, ainda não existente no Brasil, é
a aplicação de processos químicos para recuperar
as resinas que compõem o lixo plástico, fazendo-as voltar
ao estágio químico inicial.
O Estado do Ceará gera 50,6 mil toneladas anualmente de plástico
pós-consumo,das quais 21,3% são recicladas. O percentual
está abaixo apenas do índice de reciclagem no Rio Grande
do Sul, 23,6%,porém acima dos 18,6 % registrados no Rio de
Janeiro, dos 15,8% na Grande São Paulo e dos 9,4% na Bahia.
O índice de 23,6% de reciclagem de plástico no Rio
Grande do Sul corresponde a 67 mil toneladas por ano.Em Porto Alegre,
onde a coleta seletiva existe a mais de dez anos, o plástico
representa cerca de 9% do lixo urbano.
Quanto é reciclado?
17,5% dos plásticos rígidos e filme são reciclados
em média no Brasil, o que equivale a cerca de 200 mil toneladas
por ano. Não há dados específicos para o plástico
filme. Em média, o material corresponde a 29% do total de plásticos
separados pelas cidades que fazem coleta seletiva. A taxa de reciclagem
de plástico na Europa há anos está estabilizada
em 22%, sendo que em alguns países a prática é impositiva
e regulada por legislações complexas e custosas para
a população local, diferentemente do Brasil, onde a
reciclagem acontece de forma espontânea.
Conhecendo o material
Plástico filme é uma película plástica
normalmente usada como sacolas de supermercados, sacos de lixo, embalagens
de leite, lonas agrícolas e proteção de alimentos
na geladeira ou microondas. O material constitui 42,5% das embalagens
plásticas em geral nos Estados Unidos.
Nos EUA, 51% dos pacotes e sacos, usados para embrulhar e embalar
produtos, são compostos por plástico. Cerca de 44% é papel
e 4% é folha de alumínio.
A resina de polietileno de baixa densidade (PEBD) e a de polipropileno
(PP) são as mais usadas no Brasil, correspondendo cada uma
a 23% dos polímeros consumidos no mercado brasileiro de plástico.
No Brasil, a produção anual de plásticos em 2001
foi de 3,7 milhões e em 2002 foi de 3,9 milhões.
Qual o pesso desses resíduos no lixo?
O material representa entre 5% e 10% do peso do lixo, conforme a
região.
Sua história
O inglês Alexander Parkes produziu o primeiro plástico,
em 1862. Rapidamente, o plástico tornou-se um dos maiores fenômenos
da era industrial, garantindo mais durabilidade e leveza. Mas, como
em sua maioria não é biodegradável, tornou-se
alvo de críticas quanto ao seu despejo nos aterros, que crescem
junto com a explosão populacional.
A reciclagem de plástico começou a ser realizada pelas
próprias indústrias, para o reaproveitamento de suas
perdas de produção. Quando o material passou a ser recuperado
em maior quantidade, separado do lixo, formou-se um novo mercado,
absorvendo modernas tecnologias para possibilitar a produção
de artigos com percentual cada vez maior de plástico reciclado.
E as limitações ?
Diversidade das Resinas Plásticas
Cerca de 80% dos sacos e embalagens de plástico filme são
produzidas com polietileno e 20% com polipropileno, cloreto de polivinila
(PVC) - usado em embalagens de alimentos - e outras resinas. Algumas
películas misturam dois ou mais polímeros, podendo criar
problemas na hora de seu reaproveitamento industrial, como trincas
e perda de resistência mecânica.
Algumas resinas são de difícil identificação
a olho nu. A maioria dos métodos de seleção de
plásticos para reciclagem se sustenta na observação
do material durante a queima - cor da chama e da fumaça e odor.
Para facilitar a identificação dos plásticos,
o setor que reúne os fabricantes adota uma padronização
com símbolos.
Diversidade de Cores
A metade dos plásticos filme existentes no mercado é pigmentada,
enquanto a outra metade é branca. Como contém tintas,
o plástico deve ser separado por cor, ou pelo menos os impressos
devem ser isolados lisos, para que obtenham maior valor de venda.
Rígidas Especificações do Material
Os contaminantes do material incluem comida, gorduras, papel, etiquetas,
grampos e sujeira em geral, reduzindo seu preço de venda. Isso
ocorre com freqüência com o plástico misturado ao
lixo, que não é coletado seletivamente. Ele deve passar
por processos de lavagem antes de ser encaminhado para reciclagem.
É importante saber...
Redução na Fonte de Geração
Mais leve do que os demais materiais, o plástico filme tem
contribuído para reduzir a geração de lixo. Sem
o plástico, o peso dos resíduos sólidos urbanos
seria quatro vezes maior e o volume aumentaria duas vezes, segundo
o instituto de pesquisa alemão GFV (Gesellschaft für Virologie).
Compostagem
O material não pode ser transformado em adubo.
Incineração
O plástico é altamente combustível, com valor
de 18.700 BTUs por quilo, para o caso do polietileno. O lixo urbano
como um todo tem poder combustível de 4.500 BTUs por quilo.A
reciclagem energética ainda não é praticada no
Brasil.
Aterro
Ele é de difícil degradação. A saída
tem sido estudar sua substituição por plásticos
biodegradáveis e fotodegradáveis (que se degradam pela
ação da luz). Mesmo assim, a degradação é lenta
nos aterros sanitários.
O ciclo da reciclagem
Voltando às Origens
Após ser separado do lixo, o plástico filme é enfardado
para a reciclagem. Na recicladora, o material passa pelo aglutinador,
uma espécie de batedeira de bolo grande que aquece o plástico
pela fricção de suas hélices, transformando em
uma espécie de farinha. Em seguida, é aplicada pouca água
para provocar um resfriamento repentino que resulta na aglutinação:
as moléculas dos polímeros se contraem, aumentando sua
densidade, transformando o plástico em grãos.
Assim, ele passa a ter peso e densidade suficientes para descer no
funil da estrutura, a máquina que funde o material e o transforma
em tiras (spaghetti). Na última etapa, elas passam por um banho
de resfriamento e são picotadas em grãos chamados "pellets",
que são ensacados e vendidos para fábricas de artefatos
plásticos.
Plástico rígido
O principal mercado consumidor de plástico reciclado na forma
de grânulos são as indústrias de artefatos plásticos,
que utilizam o material na produção de baldes, cabides,
garrafas de água sanitária, conduítes e acessórios
para automóveis, para citar alguns exemplos. Mas os avanços
técnicos da identificação e separação
das diversas resinas, bem como equipamentos e tecnologias mais modernas
de reprocessamento, vêm abrindo novos mercados para a reciclagem
do plástico.
Atualmente são recicladas cerca de 13 mil toneladas de plásticos
por mês, em toda Grande São Paulo. Os plásticos
pós-consumo são responsáveis por 49% do total
reciclado pelos 180 recicladores da Grande São Paulo que reciclam
16% do total produzido. No Rio de Janeiro são reciclados 18,6%
do total.
As resinas plásticas em 2002 foram destinadas para: embalagens
(39,73%), construção civil (13,67%), descartáveis
(11,55%), componentes técnicos (8,04%), agrícola (7,67%),
utilidades domésticas (4,72%), outros (14,62%).
Quanto é reciclado?
17,5% dos plásticos rígidos e filme consumidos no Brasil
retornam à produção como matéria-prima,
o que equivale a cerca de 200 mil toneladas por ano.Deste total, 60%
provêm de resíduos industriais e 40% do lixo urbano,
segundo estimativa da ABREMPLAST (Associação Brasileira
de Recicladores de Materiais Plásticos).
Conhecendo o material
Leve, resistente e prático, o plástico rígido é
o material que compõe cerca de 77% das embalagens plásticas
no Brasil, como garrafas de refrigerantes, recipientes para produtos
de limpeza e higiene e potes de alimentos. É também
matéria-prima básica de bombonas, fibras têxteis,
tubos e conexões, calçados, eletrodomésticos,
além de baldes, utensílios domésticos e outros
produtos. O Brasil consome 3,9 milhões de toneladas de plástico
por ano. Dessas, aproximadamente 40% é
com vida útil curta. O plástico pode ser reprocessado,
gerando novos artefatos plásticos e energia.
Qual o peso desses resíduos no lixo?
O peso varia muito conforme a cidade. No Rio de Janeiro, por exemplo,
o plástico em geral corresponde à faixa de 5% a 7% do
lixo. Em Curitiba a fatia é de 6%.
Sua história
Em 1862, o inglês Alexander Parkes produziu o primeiro plástico.
Durável e leve, o material tornou-se um dos maiores fenômenos
da era industrial. No entanto, como em princípio, não é
biodegradável, o plástico passou a sofrer críticas
de setores ambientalistas mais radicais. A reciclagem, que começou
a ser feita pelas próprias indústrias para reaproveitamento
de suas perdas de produção, tem contribuído para
reduzir o impacto dos aterros de lixo. Além da questão
ambiental, em termos econômicos o desperdício não
se justifica: usando plástico reciclado, é possível
economizar até 50% de energia.
E as limitações?
Diversidade de Resinas Plásticas
Existem sete diferentes famílias de plásticos, que
muitas vezes não são compatíveis quimicamente
entre si. Ou seja, a mistura de alguns tipos pode resultar em materiais
defeituosos, de baixa qualidade, sem as especificações
técnicas necessárias para retornar à produção
como matéria-prima. São os seguintes os plásticos
rígidos mais comuns no mercado brasileiro:
a) polietileno tereftalato (PET), usado em garrafas de refrigerantes.
b) polietileno de alta densidade (PEAD), consumido por fabricantes
de engradados de bebidas, baldes, tambores, autopeças e outros
produtos.
c) cloreto de polivinila (PVC), comum em tubos e conexões
e garrafas para água mineral e detergentes líquidos.
d) polipropileno (PP), que compõe embalagens de massas e biscoitos,
potes de margarina, utilidades domésticas, entre outros.
e) poliestireno (PS), utilizado na fabricação de eletrodomésticos
e copos descartáveis. O Cempre dispõe de publicações
que facilitam a identificação de cada uma dessas resinas.
Rígidas Especificações do Material
Os vários tipos de polímeros precisam ser identificados
e separados para reciclagem. Algumas resinas são de fácil
identificação visual, mas na maioria das vezes a seleção
de plásticos é feita pela observação da
cor da chama, da fumaça e do odor do material durante a queima.
Símbolos padronizados, adotados pelos fabricantes, facilitam
a identificação das embalagens. (ver folheto de codificação
- Cempre).
Contaminação
Os principais contaminantes do plástico rígido são
gordura, restos orgânicos, alças metálicas, grampos
e etiquetas. Impurezas deste tipo reduzem o preço de venda
e exigem maior cuidado na lavagem antes do processamento. A qualidade
do material depende da fonte de separação: o plástico
que provém da coleta seletiva é mais limpo do que o
separado nas usinas ou em lixões. Devido a essas barreiras,
o plástico reciclado normalmente não compõe embalagens
que ficam em contato direto com alimentos ou remédios, nem
brinquedos e peças de segurança que exigem determinadas
especificações técnicas.
É importante saber...
Redução na Fonte Geradora
Nos últimos 20 anos, o peso médio das embalagens plásticas
em geral diminuiu cerca de 50%, reduzindo o impacto de seu descarte
em aterros. Com a produção de plástico mais durável
e de melhor qualidade, aumentou o índice de reutilização
de embalagens usadas.
Compostagem
O material não pode ser transformado em composto orgânico.
Incineração
O plástico é altamente combustível, com valor
de 18.700 BTUs por quilo, para o caso do polietileno - poder calorífico
superior ao do carvão e próximo ao do óleo combustível.
Aterro
Sua degradação em aterros é difícil e
lenta. Uma saída, que ainda não resolve totalmente o
problema, tem sido investir na pesquisa de plásticos biodegradáveis,
que por enquanto são muito mais caros que resinas petroquímicas.
O ciclo da reciclagem
Voltando às Origens
Depois de separado, enfardado e estocado, o plástico é
moído por um moinho de facas e lavado para voltar ao processamento
industrial. Após secagem, o material é transferido para
o aglutinador, que tem a forma de um cilindro, contendo hélices
que giram em alta rotação e aquecem o material por fricção,
transformando-o numa pasta plástica. Em seguida, é aplicada
água em pequena quantidade para provocar resfriamento repentino,
que faz as moléculas dos polímeros se contraírem,
aumentando sua densidade. Assim, o plástico adquire a forma
de grânulos e entra na estrutura, máquina que funde e
dá
aspecto homogêneo ao material, que é transformado em
tiras (spaghetti). Na última etapa, as tiras de material derretido
passam por um banho de resfriamento, que as solidificam. Depois são
picotadas em grãos, chamados "pellets", vendidos
para fábricas de artefatos plásticos, que podem misturar
o material reciclado com resina virgem para produzir novas embalagens,
peças e utensílios.
É possível usar 100% de material reciclado.
Latas de alumínio
Em 2003, o Brasil reciclou mais de 8,2 bilhões de latas de
alumínio, que representa 112 mil toneladas. A diminuição
da quantidade de latas recicladas em 2002 (9 bilhões) para
2003 se deu devido a uma queda de 10% no consumo das latas.
O material é recolhido e armazenado por uma rede de aproximadamente
130 mil sucateiros, responsáveis por 50% do suprimento de sucata
de alumínio à indústria. Outra parte é recolhida
por supermercados, escolas, empresas e entidades filantrópicas.
O mercado brasileiro de sucata de latas de alumínio movimentou,
em 2003, cerca de R$1,1 bilhão. Nos EUA, o negócio envolve
3.500 postos de coleta e gira em torno de US$ 1.2 bilhão.
Com liga metálica mais pura, essa sucata volta em forma de
lâminas
à produção de latas ou é repassada para
fundição de autopeças.
Quanto é reciclado?
89% da produção nacional de latas foi reciclada em
2003. Em 2002, o índice foi de 87%. Os números brasileiros
superam países industrializados como Inglaterra e EUAA. Em
2002, os Estados Unidos recuperaram 55,4%, a Argentina 52%, a Europa
41% e o Japão reciclou 83% de suas latinhas.
Valor
A lata de alumínio é o material reciclável mais
valioso. O preço pago por uma tonelada é, em média,
de R$ 3.500 - o quilo equivale a 75 latinhas. O consumidor recebe
nos postos de troca (supermercados) um bônus para ser descontado
nos estabelecimentos credenciados com valor correspondente ao número
de latas entregue para reciclagem. Algumas campanhas promovem a troca
de latas por equipamentos úteis a escolas e entidades filantrópicas
- 5.250 mil latas valem um ventilador de parede, 179,2 mil uma fotocopiadora
e 80,5mil um microcomputador.
Conhecendo o material
Um kilo de latas equivale a 75 latinhas
A lata de alumínio é usada basicamente como embalagem
de bebidas. Cada brasileiro consome em média 54 latinhas por
ano, volume bem inferior ao norte-americano, que é de 375.
Além de reduzir o lixo que vai para os aterros a reciclagem
desse material proporciona significativo ganho energético.
Para reciclar uma tonelada de latas gasta-se 5% da energia necessária
para produzir a mesma quantidade de alumínio pelo processo
primário. Isso significa que cada latinha reciclada economiza
energia elétrica equivalente ao consumo de um aparelho de TV
durante três horas. A reciclagem evita a extração
da bauxita, o mineral beneficiado para a fabricação
da alumina, que é transformada em liga de alumínio.
Cada tonelada do metal exige cinco de minério.
Qual o peso desses resíduos no lixo?
No Brasil, a lata de alumínio corresponde a menos de 1% dos
resíduos urbanos. Nos EUA, essas embalagens representam cerca
de 1% do lixo - 500 mil toneladas por ano.
Sua história
As latas de alumínio surgiram no mercado norte-americano em
1963. Mas os programas de reciclagem começaram em 1968 nos
Estados Unidos, fazendo retornar à produção meia
tonelada de alumínio por ano. Quinze anos depois, esse mesmo
volume era reciclado por dia. Os avanços tecnológicos
ajudaram a desenvolver o mercado: há 25 anos, com um quilo
de alumínio reciclado era possível fazer 42 latas de
350 ml. Hoje, a indústria consegue produzir 62 latas com a
mesma quantidade de material, aumentando a produtividade em 47%. As
campanhas de coleta se multiplicaram e, atualmente, 10 milhões
de americanos participam ativamente dos programas de coleta.
No Brasil, há muito tempo as latas vazias são misturadas
com outras sucatas de alumínio e fundidas para a produção,
por exemplo, de panelas e outros utensílios domésticos.
Em 1991, a Latasa lançou o primeiro programa brasileiro de
reciclagem desse material. Em cinco anos, foram coletadas mais de
22 mil toneladas (460 toneladas mensais, em média) com a participação
de 1,2 milhão de pessoas, contribuindo para o total reciclado
de 2,5 bilhões de latas por ano. No programa são usadas
máquinas conhecidas como papa-latas , que prensam o metal,
reduzindo seu tamanho para compor fardos encaminhados para a reciclagem.
E as limitações ?
Contaminação
As latas misturadas com o restante do lixo podem estar contaminadas
com matéria orgânica, excesso de umidade, plástico,
vidro, areia e outros metais, dificultando sua recuperação
para usos mais nobres. As tintas da estamparia da embalagem são
destruídas nos fornos de fundição durante o reprocessamento
do alumínio e por isso não atrapalham sua reciclagem.
Rígidas Especificações de Matéria-prima
A sucata não pode conter ferro. O teste do ímã é
a melhor técnica para certificar a ausência desse material.
Também é possível fazer a identificação
e a seleção mais segura por meio de parâmetros
como cores, peso e testes químicos. Às vezes, comerciantes
desonestos colocam outros metais dentro da lata de alumínio
para aumentar seu peso e, conseqüentemente, o preço. Não é
necessário separar os materiais por tamanho ou retirar a tampa,
como ocorre em outras embalagens.
É importante saber...
Redução na Fonte de Geração
As latas de alumínio são recipientes de pouco peso.Nos
últimos 20 anos, a espessura dos recipientes de alumínio
diminuiu cerca de 30%.
Compostagem
O material não é compostável. Por isso, deve
ser retirado por processos manuais ou mecânicos do lixo encaminhado
para compostagem.
Incineração
O alumínio se funde a 660° C. De acordo com a temperatura,
sua queima pode gerar compostos orgânicos voláteis provenientes
de tintas ou vernizes e material particulado, ou transformar o material
em liga ou óxido de alumínio.
Aterro
As embalagens de alumínio se degradam parcialmente nos aterros
devido a existência de uma camada de óxido em sua superfície.
O ciclo da reciclagem
Voltando às Origens
Depois de coletadas, as latas de alumínio vazias são
amassadas por prensas especiais, algumas delas computadorizadas, que
fornecem o ticket com o valor referente a quantidade entregue. O material é
enfardado pelos sucateiros, cooperativas de catadores, supermercados
e escolas e repassado para indústrias de fundição.
Em seus fornos, as latinhas são derretidas e transformadas
em lingotes de alumínio. Esses blocos são vendidos para
os fabricantes de lâminas de alumínio que por sua vez
comercializam as chapas para indústrias de lata. O material
pode ser reciclado infinitas vezes sem perda de nenhuma de suas características.
Com a evolução desse processo já é possível
que uma lata de bebida seja colocada na prateleira do supermercado,
vendida, consumida, reciclada, transformada em nova lata, envasada,
vendida e novamente exposta na prateleira em apenas 33 dias.
Vidro
O Brasil produz em média 890 mil toneladas de embalagens de
vidro por ano, usando cerca de 45% de matéria-prima reciclada
na forma de cacos. Parte deles foi gerado como refugo nas fábricas
e parte retornou por meio da coleta.
Os Estados Unidos produziram 10,3 milhões de toneladas em
2000 sendo o segundo material em massa mais reciclado, perdendo apenas
para os jornais.
O principal mercado para recipientes de vidros usados é formado
pelas
vidrarias, que compram o material de sucateiros na forma de cacos
ou recebem diretamente de suas campanhas de reciclagem. Além
de voltar à
produção de embalagens, a sucata pode ser aplicada na
composição de asfalto e pavimentação de
estradas, construção de sistemas de drenagem contra
enchentes, produção de espuma e fibra de vidro, bijuterias
e tintas reflexivas.
Quanto é reciclado?
45% das embalagens de vidro são recicladas no Brasil, somando
390 mil ton/ano. Desse total, 40% é oriundo da indústria
de envaze, 40% do mercado difuso, 10% do "canal frio" (bares,
restaurantes, hotéis etc) e 10 % do refugo da indústria.
Nos EUA, o índice de reciclagem em 2000 foi de 40%, correspondendo
a 2,5 milhões de toneladas. Na Alemanha, o índice de
reciclagem em 2001 foi de 87%, correspondendo a 2,6 milhões
de toneladas.Índices de reciclagem em outros países:
Suíça (92%), Noruega (88%), Finlândia (91%), Bélgica
(88%).
Conhecendo o material
As embalagens de vidro são usadas para bebidas, produtos alimentícios,
medicamentos, perfumes, cosméticos e outros artigos. Garrafas,
potes e frascos superam a metade da produção de vidro
do Brasil. Usando em sua formulação areia, calcário,
barrilha e feldspato, o vidro é durável, inerte e tem
alta taxa de reaproveitamento nas residências. A metade dos
recipientes de vidro fabricados no País é retornável.
Além disso, o material é de fácil reciclagem:
pode voltar à
produção de novas embalagens, substituindo totalmente
o produto virgem sem perda de qualidade. A inclusão de caco
de vidro no processo normal de fabricação de vidro reduz
o gasto com
energia e água. Para cada 10% de caco de vidro na mistura economiza-se
4% da energia necessária para a fusão nos fornos industriais
e a redução de 9,5% no consumo de água.
Qual o peso desses resíduos no lixo?
No Brasil, todos os produtos feitos com vidros correspondem em média
a 3% dos resíduos urbanos. E somente as embalagens de vidro
correspondem a 1%. Em São Paulo o peso do vidro corresponde
a 1,5 % do total do lixo urbano.
Sua história
A lenda conta que o vidro foi descoberto ocasionalmente há 4
mil anos por navegadores fenícios, ao fazerem uma fogueira
na praia: com o calor, a areia, o salitre e o calcário das
conchas reagiram, formando o vidro. A indústria vidreira se
desenvolveu rapidamente, mas a coleta seletiva só começou
na década de 60 nos EUA, que hoje já conta com 6 mil
pontos de coleta de embalagens de vidro. No Brasil, a primeira iniciativa
organizada surgiu em 1986, em São José do Rio Preto,
interior de São Paulo. Naquele ano, a Associação
Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas
de Vidro (Abividro) lançou um programa nacional de coleta que
atualmente envolve 7 milhões de pessoas em 25 cidades.
E as limitações ?
Contaminação
Em princípio, os cacos encaminhados para reciclagem não
podem conter pedaços de cristais, espelhos, lâmpadas
e vidro plano usado nos automóveis e na construção
civil. Por terem composição química diferente,
esses tipos de vidro causam trincas e defeitos nas embalagens. No
entanto, algumas indústrias de vidro já incorporam percentuais
de vidro plano na produção. Os cacos não devem
estar misturados com terra, pedras, cerâmicas e louças:
contaminantes que quando fundidos junto com o vidro, geram microparticulas
que deixam a embalagem com menor resistencia. Plástico em excesso
pode gerar bolhas e alterar a cor da embalagem. Igual problema se
verifica
quando há contaminação por metais, como as tampas
de cerveja e refrigerante: além de bolhas e manchas, que danifica
o forno.
Rígidas Especificações do Material
O vidro deve ser preferencialmente separado por cor para evitar alterações
de padrão visual do produto final e agregar valor. Frascos
de remédios só podem ser reciclados se coletados separadamente
e estiverem descontaminados.
É importante saber...
Redução na Fonte de Geração
A indústria de vidro vem desenvolvendo técnicas de
redução de peso, apostanto na diminuição
de insumos para fabricação de garrafas mais leves que
tenham a mesma resistência.
Compostagem
O vidro não é biodegradável e precisa ser separado
por processos manuais.
Incineração
O material não é combustível e se funde a 1.500
graus, transformando-se em cinzas. Seu efeito abrasivo pode causar
problemas aos fornos e equipamentos de transporte.
Aterro
As embalagens de vidro não são biodegradáveis.
O ciclo da reciclagem
Voltando às Origens
Nos sistemas de reciclagem mais completos, o vidro bruto estocado
em tambores é submetido a um eletroímã para separação
dos metais contaminantes.
O material é lavado em tanque com água, que após
o processo precisa ser tratada e recuperada para evitar desperdício
e contaminação de cursos d'água. Depois, o material
passa por uma esteira ou mesa destinada à catação
de impurezas, como restos de metais, pedras, plásticos e vidros
indesejáveis que não tenham sido retidos. Um triturador
com motor de 2 HP transforma as embalagens em cacos de tamanho homogêneo
que são encaminhados para uma
peneira vibratória. Outra esteira leva o material para um segundo
eletroímã, que separa metais ainda existentes nos cacos.
O vidro é armazenado em silo ou tambores para abastecimento
da vidraria, que usa o material na composição de novas
embalagens.
PET
O Brasil consumiu 300 mil toneladas de resina PET na fabricação
de
embalagens em 2003. A demanda mundial é de cerca de 6,7 milhões
de toneladas por ano.
Atualmente, o maior mercado para o PET pós-consumo no Brasil é
a produção de fibra de poliéster para indústria
têxtil (multifilamento), onde será aplicada na fabricação
de fios de costura, forrações, tapetes e carpetes, mantas
de TNT (tecido não tecido), entre outras. Outra utilização
muito freqüente é na a fabricação de cordas
e cerdas de vassouras e escovas (monofilamento). Outra parte é
destinada à produção de filmes e chapas para
boxes de banheiro, termo-formadores, formadores a vácuo, placas
de trânsito e sinalização em geral. Também é crescente
o uso das embalagens pós-consumo recicladas na fabricação
de novas garrafas para prodtos não alimentícios.É
possível utilizar os flocos da garrafa na fabricação
de resinas alquídicas, usadas na produção de
tintas e também resinas insaturadas, para produção
de adesivos e resinas poliéster. As aplicações
mais recentes estão na extrusão de tubos para esgotamento
predial e na injeção para fabricação de
torneiras.
Nos EUA e Europa e na Austrália, os consumidores podem comprar
refrigerantes envasados em garrafas de PET produzidas com percentuais
variados de material reciclado.
Essa aplicação poderá crescer com o avanço
da reciclagem química deste material processo no qual o PET
pós-consumo
é despolimerizado, recuperando as matérias-primas básicas
que lhe deram origem. Com essa matéria-prima recuperada é
possível produzir a resina PET novamente.
Quanto é reciclado?
No Brasil, 40% das embalagens pós-consumo foram efetivamente
recicladas em 2003, totalizando 120 mil toneladas. As garrafas são
recuperadas através de catadores, além de fábricas
e da coleta seletiva operada por municípios.
Os programas oficiais de coleta seletiva, que existem em mais de
200 cidades do País, recuperam por volta de 1000 toneladas
por ano. Além de garrafas descartáveis, existem no mercado
nacional 70 milhões de garrafas de refrigerantes retornáveis,
produzidas com este material.
Nos EUA, a taxa de reciclagem de PET vem caindo: 27% em 1997 para
25% em 1998, 23,7 % em 1999, 22,3% em 2000, 21% em 2001 e 19% em 2002.
No entanto a quantidade de garrafas recicladas aumentou de 294 mil
toneladas em 1997 para 320 mil em 1998 para 350 mil em 1999 e 349
mil em 2000, enquanto no Brasil a taxa de reciclagem de resinas de
PET apresenta crescimento anual da ordem de 18%,tendo sido recicladas
89 mil toneladas em 2001 contra as 105 mil em 2002.
Conhecendo o material
A reciclagem das embalagens PET – Poli(Tereftalato de Etileno)
- , como as garrafas de refrigerantes de 1l, 1,5l, 2l, 2,5l e 0,6l
descartáveis, está em franca ascensão no Brasil.
O material, que é
um poliéster termoplástico, tem como características
a leveza, a resistência e a transparência, ideais para
satisfazer a demanda do consumo doméstico de refrigerantes
e de outros produtos, como artigos de limpeza e comestíveis
em geral. A evolução do mercado e os avanços
tecnológicos têm impulsionado novas aplicações
para o
PET reciclado, das cordas e fios de costura, aos carpetes, bandejas
de ovos e frutas e até mesmo novas garrafas para produtos não
alimentícios, já que esta aplicação ainda
não é permitida pela ANVISA (Agência Nacional
de Vigilância Sanitária). Sua reciclagem, além
de desviar lixo plástico dos aterros, utiliza apenas 0.3% da
energia total necessária para a produção da resina
virgem. E tem a vantagem de poder ser reciclado várias vezes
sem prejudicar a qualidade do produto final.
Qual o seu peso no lixo?
No Rio de Janeiro, os plásticos correspondem em média
a 10% em peso do lixo urbano. Na coleta seletiva, o PET representa
em média 17% dos plásticos recicláveis.
Sua história
O PET foi desenvolvido em 1941 pelos químicos ingleses Whinfield
e Dickson. Mas as garrafas produzidas com este polímero só
começaram a ser fabricadas na década de 70, após
cuidadosa revisão dos aspectos de segurança e meio ambiente.
No começo dos anos 80, EUA e Canadá iniciaram a coleta
dessas garrafas, reciclando-as inicialmente para fazer enchimento
de almofadas. Com a melhoria da qualidade do PET reciclado, surgiram
aplicações importantes, como tecidos, lâminas
e garrafas para produtos não alimentícios. Mais tarde,
na década de 90, o governo americano autorizou o uso deste
material reciclado em embalagens de alimentos.
E as limitações ?
Contaminação
Os principais contaminantes do PET reciclado de garrafas de refrigerantes
são os adesivos (cola) usados no rótulo e outros plásticos
da mesma densidade, como o PVC, por exemplo. A maioria dos processos
de lavagem não impede que traços destes produtos indesejáveis
permaneçam no floco de PET. A cola age como catalisador da
degradação hidrolítica quando o material é submetido à alta
temperatura no processo de extrusão, além de escurecer
e endurecer o reciclado. O mesmo pode ocorrer com o cloreto de polivinila
(PVC), que compõe outros tipos de garrafas e não pode
misturar-se com a sucata de PET. É preciso atenção
especial para os rótulos produzidos com o PVC termoencolhível,
material que, graças à sua versatilidade e apelo visual,
vem sendo utilizado com freqüência. O alumínio existente
em algumas tampas só é tolerado com teor de até 50
partes por milhão no reciclado.
Rígidas Especificações de Matéria-prima
A seleção e pré-processamento da sucata são
muito importantes para a garantia de qualidade do reciclado. A seleção
pode ser feita pelo símbolo que identifica o material ou pelo
produto que a embalagem continha. Por exemplo, 100% das garrafas plásticas
para refrigerantes são de PET. A separação pode
seguir processos manuais ou mecânicos, como sensores óticos.
Na revalorização, após a prensagem, será preciso
retirar os contaminantes, separando-os por diferença de densidade
em fluxo de água ou ar. Além do rótulo (polietileno
ou papel), tampa (polipropileno, polietileno de alta densidade ou
alumínio) devem ser retirados da sucata os resíduos
de refrigerantes e demais detritos, por meio de processos de lavagem.
É importante saber...
Redução da Fonte de Geração
No caso de embalagem PET de 2 litros, a relação entre
o peso da garrafa (cerca de 50g) e o conteúdo é uma
das mais favoráveis entre os descartáveis. Na produção
de refrigerantes (produto que consome 80% da resina produzida) o consumo
de água é de 2 litros para cada litro de refrigerante.
Essa relação, em sistemas de embalagens retornáveis, é
de 6,5 litros de água por litro de refrigerante produzido.
Compostagem
O material não pode ser transformado em adubo.
Incineração
O PET é altamente combustível, com valor de cerca de
20.000 BTUs/kilo, e libera gases residuais como monóxido e
dióxido de carbono, acetaldeído, benzoato de vinila
e ácido benzóico. Por outro lado, devido ao alto valor
da sucata, a incineração do material não é recomendada,
mesmo com recuperação de energia.
Aterro
É de difícil degradação em aterros sanitários.
O ciclo da reciclagem
Voltando às Origens
RECUPERAÇÃO: Nesta fase, as embalagens que seriam atiradas
no lixo comum ganham o status de matéria-prima. As embalagens
recuperadas serão separadas por cor e prensadas. A separação
por cor é necessária para que os produtos que resultarão
do processo tenham uniformidade de cor, facilitando assim, sua aplicação
no mercado. A prensagem, por outro lado, é importante para
que o transporte das embalagens seja viabilizado. Como já sabemos,
o PET é muito leve.
REVALORIZAÇÃO: As garrafas são moídas
(flake), ganhando valor no mercado. O produto que resulta desta fase é o
floco da garrafa. Pode ser produzido de maneiras diferentes e, os
flocos mais refinados, podem ser utilizados diretamente como matéria-prima
para a fabricação dos diversos produtos que o PET reciclado
dá origem na etapa de transformação. No entanto,
há possibilidade de valorizar ainda mais o produto, produzindo
os pellets. Desta forma o produto fica muito mais condensado, otimizando
o transporte e o desempenho na transformação.
TRANSFORMAÇÃO: Fase em que os flocos, ou o granulado
será
transformado num novo produto, fechando o ciclo. Os transformadores
utilizam PET reciclado para fabricação de diversos produtos,
inclusive novas garrafas para produtos não alimentícios.
Embalagem Cartonada - Longa Vida
A Embalagem Longa Vida é uma embalagem extremamente eficiente
no seu papel de preservação dos alimentos e após
o consumo deve ser encaminhadas para os programas de Coleta Seletiva.
Essas iniciativas estão em crescimento constante e são
os grandes responsáveis pela separação dos diversos
tipos de materiais recicláveis e encaminhamento das Embalagens
Longa Vida para as indústrias recicladoras.
O mercado de reciclagem de embalagens cartonadas é muito grande,
pois envolve indústrias papeleiras, de plástico e também
fabricantes de placas e telhas. Além disso, a reciclagem de
embalagens longa vida também contribui para o crescimento do
mercado de produtos reciclados, como os fabricados a partir de papel
reciclado, de plástico reciclado como vassouras, canetas e
coletores e o de placas recicladas. Outro ponto a destacar é o
leque de oportunidades que surge com o uso de uma matéria-prima
alternativa para fabricação de móveis, peças
de escritórios entre outros a serem desenvolvidas.
Quanto é reciclado?
20% foi a taxa de reciclagem de Embalagens Longa Vida no Brasil em
2003 totalizando cerca de 30 mil toneladas.
Cada tonelada de embalagem cartonada reciclada gera, aproximadamente,
680 quilos de papel kraft. No Brasil, é previsto um aumento
constante da reciclagem dessas embalagens devido à expansão
das iniciativas de coleta seletiva com organização de
municípios, cooperativas e comunidade e ao desenvolvimento
de novos processos tecnológicos. A taxa de reciclagem mundial é de
15% de Embalagens Longa Vida pós-consumo.
Conhecendo o material
A embalagem Longa Vida, também chamada de Cartonada ou Multicamadas,
é composta de várias camadas de papel , polietileno
de baixa densidade e alumínio. Esses materiais em camadas criam
uma barreira que impede a entrada de luz, ar, água, microorganismos
e odores externos e, ao mesmo tempo, preserva o aroma dos alimentos
dentro da embalagem.
Além disso, a Embalagem Cartonada dispensa o uso de conservantes
e não necessita de refrigeração, economizando
energia da geladeira e de caminhões frigoríficos. O
não uso de refrigeração também contribui
para a diminuição do uso do gás CFC, um dos responsáveis
pela destruição da camada de ozônio; pois este
ainda é usado em diversos sistemas de refrigeração.
O peso da Embalagem é outro fator importante, pois, para embalar
um litro de alimento, são necessários somente 28 gramas
de material, economizando recursos naturais e gasto de combustível
durante o transporte
Qual o seu peso no lixo?
Por ser uma embalagem extremamente leve, seu peso não é
tão expressivo no lixo urbano. Segundo dados da Limpurb/SP
(2003), as Embalagens Longa Vida correspondem a cerca de 1,32% do
peso de todos os resíduos sólidos domiciliares da cidade
de São Paulo.
No caso dos trabalhos com Coleta Seletiva, o peso da Embalagem
Longa Vida
é de 2% segundo a pesquisa Ciclosoft de 2004 (CEMPRE).
Sua história
As Embalagens Longa Vida foram inventadas por Ruben Rausing a partir
da premissa de que uma embalagem deve economizar mais do que custa.
A sua comercialização iniciou-se em 1952 na Suécia
e desde então tem aumentado por todo o mundo.
No Brasil, o uso de embalagens cartonadas iniciou-se em 1957 e
com grande aceitação, pois torna possível o transporte
de produtos perecíveis em longas distâncias, comuns em
um país com vasta extensão territorial, sem necessidade
de refrigeração, chegando intactos e perfeitos para
o consumo.
E as limitações?
Uma vez as Embalagens Longa Vida separadas na coleta seletiva e encaminhadas
para as indústrias recicladoras adequadas, não há
limitações para a sua reciclagem e reaproveitamento
de todas as suas camadas.
Entretanto, alguns cuidados podem auxiliar na melhor separação
e armazenamento na coleta seletiva. É importante que as embalagens
estejam livres de resíduos orgânicos como restos de comidas,
pois isso evita odores desagradáveis ao material armazenado.
Outra forma de contribuir, é manter as embalagens compactas
(sem ar), pois diminui o volume de material que deve ser encaminhado
para coleta seletiva.
É importante saber...
REDUÇÃO DA FONTE DE GERAÇÃO
O uso de embalagens adequadas é uma forma de contribuir para
a redução de resíduos, pois evitam o desperdício
de alimentos e preservam este por um tempo maior até o consumo
do produto. Outra forma de redução na fonte de geração,
é o peso da embalagem. Quanto menor o seu peso, menor será
o uso de recursos naturais para sua produção.
Dessa forma, o uso de Embalagens Longa Vida contribui diretamente
para a redução na fonte geradora, pois é uma
embalagem leve, que permite a conservação dos alimentos
por um grande período de tempo.
COMPOSTAGEM
Como a matéria-prima principal das Embalagens Longa Vida é
o papel, há a possibilidade de utilizá-la para compostagem,
sendo encaminhado para produção de húmus utilizado
em hortas e jardins. Entretanto, essa não é a melhor
alternativa para essa embalagem, pois o interessante é o reaproveitamento
de todos os materiais conseguido quando elas são encaminhadas
para Coleta Seletiva.
INCINERAÇÃO
As embalagens Longa Vida têm poder calorífico de 21.000
BTUs por quilo. Isso significa que uma tonelada gera energia na forma
de calor equivalente ao que é obtido com a queima de 5 metros
cúbicos de lenha (50 árvores adultas) ou 500 quilos
de óleo combustível. Além do vapor d’água,
a queima do resíduo produz gás carbônico e trióxido
de alumínio na forma sólida, usado como agente floculante
em tratamento de água ou como agente refratário em alto-fornos.
Essa alternativa é muito usada em países europeus, que
já
possuem incineradores instalados com controles ambientais eficientes
e preparados para recuperação energética.
ATERRO
Pelo fato da Embalagem Longa Vida ser um material estável e
atóxico, a sua destinação para aterros sanitários
contribui para a ocupação de áreas e aumenta
o volume a ser depositado. Estudos da Universidade de São Paulo
(2000) atestam que após 6 meses, 49% da embalagem se decompõe
totalmente quando depositada em aterros sanitários adequados..
Estudos realizados na Alemanha mostram que as embalagens Longa
Vida geram 60% menos volume em aterros sanitários em comparação
a outros tipos de materiais. Para se ter uma idéia, 300 embalagens
cartonadas de 1 litro, vazias e compactadas, ocupam o espaço
equivalente a 11 litros.
O CICLO DA RECICLAGEM:
VOLTANDO ÀS ORIGENS
O processo para reciclagem das embalagens cartonadas acontece em
duas etapas. A primeira é a retirada do papel e posteriormente
o processamento do polietileno/alumínio que pode ser reciclado
de várias formas diferentes.
RECICLAGEM DAS FIBRAS DE PAPEL
O processo de reciclagem das Embalagens Longa Vida inicia-se nas
fábricas de papel, onde as embalagens são alimentadas
a um equipamento semelhante a um liquidificador gigante, o "hidrapulper".
As fibras são agitadas com água e sem produtos químicos,
hidratando-se e separando-se das camadas de plástico/ alumínio.
Após a separação, estas fibras celulósicas
seguem para a máquina de papel. O produto final é o
papel reciclado que pode ser usado para confecção
de caixas de papelão.
RECICLAGEM DO PLÁSTICO / ALUMÍNIO
Após o reaproveitamento do papel, o polietileno e o alumínio
seguem para outros processos produtivos:
1) Produção de “Pellets”: O composto de
plástico com alumínio pode ser encaminhado para as indústrias
de plástico, onde são reciclados por meio de um processo
de extrusão para produção de “pellets”.
Esses “pellets” são pequenos grãos de plástico/alumínio
que podem ser utilizados como matéria-prima nos processos de
fabricação de peças por injeção,
rotomoldagem ou sopro. Os produtos finais são canetas, paletes,
banquetas, vassouras, coletores por exemplo.
2) Fabricação de placas e telhas: Outra possibilidade é
a trituração das camadas de polietileno+alumínio,
que são depois prensadas a altas temperaturas, produzindo chapas
semelhantes à madeira, ideais para a produção
de móveis e divisórias. Outra opção é
a transformação dessas chapas em telhas utilizadas na
construção civil.
3) Outra possibilidade é a recuperação do alumínio
metálico através da tecnologia de plasma, onde o alumínio
é recuperado e transformado em folhas de alumínio, que
podem voltar para a fabricação de Embalagens Longa Vida,
e o polietileno, na forma de parafina utilizada em indústrias
químicas.
Fonte: Kanvasfer / CEMPRE |